Sim, com muita honra, conto-lhes que
Devore um Livro ou Filme, está com um novo Autor Parceiro.
Escritor da Literatura Infanto-Juvenil, nesta parceria seremos apresentados aos seus livros, com divulgações e resenhas.
Conheçam mais sobre ele.

Nascido em 16 de outubro de 1983, Lucinei M. Campos é um
jovem professor e escritor de alma e profissão. Carioca, foi criado nas
ruas da Maré, um dos maiores complexos de favelas do Rio.Formou-se em História e se especializou em História da
África e da Diáspora Africana no Brasil. Divide sua carreira de escritor
lecionando na rede pública estadual de ensino local para jovens,
adolescentes e pré-adolescentes.Atua no mercado literário como autor independente, sendo
conhecido como o Mago Branco, devido à fantasia de um dos personagens de
seus livros, que utiliza em suas apresentações. Além da série Lavínia,
acaba de lançar o romance juvenil Violeta não Sabe Amar, sua primeira obra
no formato digital.Lavínia e a Árvore dos Tempos, lançado em 2014, veio para
concretizar um sonho de menino em ver uma criação sua sair do seu
imaginário e se integrar ao de outras pessoas: adultos, jovens e crianças
que, assim como ele, tem o espírito inquieto a procurar e a contar sempre
novas e boas histórias. Lavínia e Magia Proibida, lançado na Bienal do
Livro do Rio, em 2015, dá continuidade a esse sonho.Ambos os livros
são infantojuvenis que abordam ao mesmo tempo fantasia e realidade, com
temas recorrentes e atuais, mas com leveza e humor. Talvez por isso, tem
sido muito bem aceito entre esse público e os demais, estando sempre
presentes em eventos do ramo, inclusive em outros estados. Em 2016, os
livros percorreram importantes eventos literários, como o Flipoços, o Salão
do Livro Vale do Aço, as bienais do livro de Minas e de Juiz de Fora; além
da de São Paulo e de Brasília.Devido a sua
ligação com o universo escolar, os livros têm sido adotados como
paradidáticos em turmas dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas
e particulares do Rio, se encaminhando para serem distribuídos em outros
estados.
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Abaixo uma pequena entrevista para sabermos mais.
1 - Quem é Lucinei Campos?
Hum... Não podemos começar com uma mais fácil? rs rs Olha, Lucinei M. Campos é
um ser humano que desde cedo não se contentou em passar por essa vida só por passar.
Quer deixar um legado, uma marca. E, para isso, busca criar mundos e personagens por
meio da literatura.
2 - Nos conte como começou a escrever, alguma inspiração ou incentivo?
Incentivo, nenhum. No meu tempo, o Brasil não levava muito a sério esta coisa de
literatura (espero que um dia isso seja respondido assim). Bem, meus pais não eram de
escrever, no entanto, eles me inspiraram devido às histórias que me contavam. Eu
sempre amei querer saber o que as pessoas achavam sobre o que eu fazia. Este contato
por meio da literatura é bem mais direto.
3- O livro Lavínia e Árvore dos Tempos foi o primeiro passo para sua entrada na
Literatura, uma história infanto-juvenil que tem sido muito bem divulgada, que até está
sendo utilizada para leitura no Ensino Fundamental, como se sente ver sua primeira
obra (a qual possui continuação) tendo esse destaque e valorização. Quais são seus
outros livros? Destaque pontos deles que acha importante.
É como ver uma filha se formando. Lavínia e a Árvore dos Tempos foi a primeira obra
publicada, mas não a escrita. Pensei muito na hora de correr atrás para me lançar, pois
para um autor novo no mercado, chegar logo com uma série, no mínimo ele deveria ter
uns 5 mil amigos ou parentes para ajudar a divulgar e a comercializar. rs Mas eu
acreditei na história como um potencial que leva o leitor a um novo mundo de magia,
representado pelo nosso folclore e vivido em nosso país. Ficava com certa inveja dos
EUA, onde nos filmes e livros tudo acontece lá. Aliens descem, o mundo acaba, deuses
aparecem. Por que não no Brasil? Por que não retratando o nosso cotidiano, dialogando
sobre os nossos problemas?
O livro e sua continuação – Lavínia e a Magia Proibida – trazem como personagem
principal uma menina negra e abordam, entre outras coisas, a questão do bullying no
ambiente escolar. As escolas vêm entendendo a relevância de temas como esses e dando
abertura para a história ser inserida em sala de aula, já com os mais jovens.
Sobre outros livros, além da série Lavínia, eu tenho publicado o romance juvenil
Violeta não Sabe Amar, disponível em e-book, na Amazon. Tenho o Eu Odeio o Jonas,
não publicado ainda, mais dois livros prontos e quatro a caminho, escritos
simultaneamente. Cada um trabalha um pouco sobre aspectos da humanidade. Gosto de
fazer uma crítica sobre nossa sociedade, a forma como vivemos, e isso é percebido em
cada livro. Estou preparando surpresas para este ano ainda...
4- Você como muitos outros autores nacionais vem ganhando destaque e ajudando a
romper este preconceito que alguns leitores tem com nossa literatura, você acha que nossos
talentos nacionais estão tendo o mesmo destaque que os autores best-seller de fora
ou ainda precisamos de mais destaques?
O que os autores nacionais conquistaram até hoje é muito pouco se comparado ao
patamar alcançado por um nome de fora. E não por merecimento, mas por
reconhecimento. Basta você entrar em algumas livrarias. Há um espaço para autores
nacionais, no qual a maioria dos livros fica de lado. Isso retira a vontade de muitos
leitores de desbravar as histórias contidas neles, uma vez que sequer conseguem
visualizar as capas e os nomes dos autores contidos ali. Muitos ainda valorizam mais o
estrangeiro que o conterrâneo. No entanto, como qualquer processo de mudança, esse
também é gradual e lento. Claro que o trabalho de uma das linhas de frente do autor
nacional vem ajudando muito esse processo, o realizado pelos blogueiros. Muitos
autores nacionais têm seus livros divulgados não somente pela capa, mas por uma boa
resenha que apresente o conteúdo para os leitores e desperte o seu interesse para a
leitura da obra; além dos comentários, indicações e outros esforços que estes
profissionais empreendem.
5- Como leitor quais são os seus livros favoritos? Busca inspirações neles?
Vários: O Guia do Mochileiro das Galáxias, Clube da Luta, Jurassic Park, O Iluminado,
A Era das Revoluções, Além do que os Olhos Podem Ver. Sim, busco inspirações em
cada um, nas várias formas de traçarem suas histórias.
6- Encerrando quais são os conselhos que você daria aos leitores que estão começando
a se aventurar agora na nossa literatura nacional?
Se estiverem em uma livraria e encontrarem um autor por lá, deem uns cinco minutos a
ele. Ouçam sua história. Sejam curiosos. Estejam disponíveis ao novo. Há muita coisa
boa em nosso meio, basta olhar para os lados.
Um livro: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Uma trilogia (livro ou filme): Matrix
Uma palavra: Criação
Um sentimento: Esperança
Um lugar: Minha mente
Um personagem: Elden (Lavínia e a Árvore dos Tempos)
Um autor/autora: Douglas Adams
Uma frase: Só o que sinto explica o que faço. (Lucinei M. Campos)