Estou muito feliz de poder iniciar este Projeto
Renovando Histórias
E logo abaixo estará resenhado um dos livros classicos da literatura brasileira, principalmente por se tratar de um Teatro que foi escrito em 1933 e publicado em 1937. Mas somente trinta anos depois em 1967 a peça pode ser montada, pois na epoca que foi publicada ficou proibida de ser produzida, pois a historia tratava-se assim como diz a Sinopse: Milionários decadentes, filhos depravados, capitalistas corruptos e implacáveis
Resenhando uma obra de Oswald de Andrade
Fico até com medo de resenhar uma historia clássica da nossa literatura, confesso que tive até medo de nao gostar, mas sim Gostei, mas vamos por parte, na leitura do livro, antes de contar a peça, há um enredo sobre a historia que Oswald criou, da onde montou, por que montou, por que cada personagem é do jeito que é, fica até legal para melhor compreensão da peça teatral, mas em algumas paginas, fica maçante, pois conta um pouco de algumas partes da historia da época mesmo, mesmo lendo tudo, não via hora dessa parte terminar. Segue a peça:
Os personagens:
- Abelardo I
- Abelardo II;
- Heloísa de Lesbos
- Joana, "conhecida por João dos Divãs";
- Totó Fruta do Conde;
- Coronel Belarmino;
- Dona Cesarina;
- Dona Poloquinha;
- Perdigoto;
- O americano;
- O cliente;
- O intelectual Pinote;
- A secretária;
- Devedores e devedoras;
- O ponto.
A peça é composta por 3 Atos, uma comedia sátira ao capitalismo da época, a peça foi escrita como um manifesto contra elite brasileira, que na época sugava os princípios de todos, como se hoje em dia não houvesse vampiros do tipo. Abelardo I e Heloísa são um dos exemplos, são noivos, ele agiota, que explora seus devedores até o ultimo, ela filha de um aristocrata falido, porém ainda assim, a união é de puro interesse para ambos, não conseguir identificar se há um certo romantismo nessa relação, porém mostravam-se bem nessa posição. Seu apelido de Rei da Vela, vem da sua fabricação de Velas, já que na época algumas empresas elétricas fecham devido a crise, Abelardo I como todo esse poder acaba de tornando um representante da burguesia. Heloísa é parte falida a área rural, seu pai um coronel latifundiário falido em meios a vícios e perversões, vê no casamento um fuga para decadência. No decorrer da peça nos são apresentados os outros personagens é onde entendemos a parte de filhos depravados, não só os filhos né, mas vemos a corrupção da sociedade mesmo escondida, tão nitida, desde muitos anos atrás, numa epoca, cheia de puritanismo (nem sei se existe essa palavra), mas de fato sabíamos que sempre foi uma época de muitos podres, por isso foi proibida. Não que hoje não seja diferente, costumo dizer que hoje em dia não tem essa de temos que preservar algo, toda corrupção e perversão é estampado em nossas caras e nós que não aceitamos isso é que estamos errados!
O livro vai ser colocado junto com outros que já tenho separado aqui para doação, quem gostou do que contei e tiver interessado pode mandar um inbox
aqui pra ficar mais fácil, mas logo logo farei a lista de doações, pois pretendo juntas mais livros no projeto e poder doar bastante, me empolguei muito em participar e gostaria muito de continuar e que com isso outros também possam aproveitar e participar!
Beijos!!